terça-feira, 14 de agosto de 2007

Uma Alquimia Erótica

Neste abismo de reflexos,
Neste berço de imundice,
Deixo cair minhas últimas gotas de sangue
Que mancham teu véu…

E as brumas da tua noite
Embalam a doce dama
Seus rubros lábios
Doces como o desejo
De querer prender-me no seu corpo

Deixam-me cair numa ilusão
De longas pálidas colinas
De cascatas de sangue
Linhas de dor voltam para as tuas mãos
Esvaziando estas minhas veias

A minha sede de amor
É um sinal de maldição
Porque até a lua mente por ti quando brilhas…
A sedução de um altar de sacrifícios
Movimentado pela beleza da Morte

Deixo cair as doces lágrimas
Nas brancas mãos da dama…
Beijo o seu peito
E dou-lhe aquilo que o amor lhe tirou
Amor e Morte…juntos dançam
Movidos pelo silencio da escuridão

As cinzas sorriem-lhe
Convidando-a para uma funubre dança
Ah doce dama
Para sempre imortal serás
Recordada numa tela
O esplendor do teu suicídio
Continua fresco nas noites sombrias

A nossa historia de amor
É um pecado de línguas
Ao eterno descanso pertencemos
Pálida…é o teu estado de graça
Rainha dos meus desejos
Cuja beleza mórbida
Troquei esta vida pelo calor dos teus lábios



A tua perfeição sucumbe na minha imperfeição
Tentado está agora o meu pálido corpo
Acaricia-me uma última vez
Envenena-me…
Com teus rubros lábios…

1 comentário:

Anónimo disse...

Sofia, deixo-te uma dica quanto à cor do texto do blog. A cor escolhida dificulta a leitura da tua escrita. Talvez uma cor mais clara. Beijo Gd.